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.: Créditos :.
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À sorrelfa
Resolvi achar as tuas sortes
Perdi em meios confusos
Tentei encontrar acordes
Que encaixassem com os meus surtos
Não que seja em demasia
Toda essa minha loucura
Estou certa, você diria
Que doido assim não tem cura
Tudo bem, a noite passou
Eu menti, iludi, me despi
Ainda bem, o dia chegou
Você foi e nem sequer disse adeus
Chorou, brigou e esqueceu
Que meus pecados também foram teus !
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Transição
Eu vi quando o sentimento ausente mandou te matar
E toda aquela gente te rezou no altar,
As tuas coxas sendo cortadas
Tua alma em vão sendo incendiada
Vi lagrimas escorrendo na tua face
E o pintor excêntrico te fazendo como arte
Vi a tua cor sendo bandeira da alegria
E o tempo como percussor trouxe tristeza e ironia
Vi sua reviravolta pra poder sobreviver
E a descoberta de que a vitória, as vezes, está em perder!
Eu vi o teu cinismo reinando com mestria
Tua máscara caindo e você pedindo perdão
Por tua falsa companhia!
Vi o seu adeus sendo odiado
E você muito feliz por ter sido exaltado!
Eu vi quando tua festa acabou
E a solidão trazendo de volta a verdade como dor!
Eu vi quando você olhava o sol nascer
E a esperança nos teus olhos querendo renascer
Eu vi quando os teus desejos deixaram de ser comerciais
A vida te mostrando que você podia ser algo mais!
Eu vi você trocando seu sapato italiano
Por uma sandália franciscana
Eu vi você pisar no chão como se pisasse no céu
Vi você pegar a terra com a mão
Fazendo um agradecimento fiel
Eu vi você olhar o verde e fazer festa
Vi você plantando uma nova floresta!
Fazendo o revés da civilização
Acreditando no homem e concebê-lo como irmão
Eu vi você morrer como se morre um dia
Vi no seu rosto a beleza da tua ideologia
Vi tua alma sorrindo numa eterna alforria!
Drika Duarte
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Nunca se pode dizer jamais!
Ela foi sentar no regato
E olhar livremente o rio correr
Agora ela podia sorrir
Enfim a lágrima veio consolidar a dor
Enfim a felicidade veio enfatizar o amor!
O horizonte despido das capas
Que outrora seus olhos viram
Agora completamente puro
Anunciava a perfeita harmonia do infinito!
- é longo!
- é longo!
- é longo!
Ela dizia com entusiasmo
A água correndo lembra a vida
Não se volta atrás!
O tempo entrega a verdade
Era isso que ela queria:
A sinceridade, a verdade!
Para ela nada seria útil
Se não fosse sincero,
Nada seria belo
Se não fosse verdade!
Não se pode romper num só sentido
Os versos anunciam que o dia
Virá nitidamente belo!
Os anjos se vangloriam
Com os cânticos de consagração
Do amor que agora foi celebrado!
Ao levantar-se ela saiu
Pulando as pedras que haviam no caminho!
Agora seu passado tinha ficado para trás
é a paz que sobressai
energicamente do seu sorriso!
Ela escreve porque os segundos
Mudam a vida
E a cada descoberta
A surpresa é atrevida
E recobre com pingos de ouro
A felicidade que só agora é percebida!
Sonhos por sonhos
Ela prefere os versos
Que transbordam da alma
E se compõem na palavra calma!
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nesse mundo louco em que os olhares trilham milhares de barreiras é preciso alimentar a alma.
é preciso sentar na beira do mar e admirar a beleza em sua forma mais bela
é preciso acompanhar irmanamente a solidão da lua
é preciso encontrar algo nessa vida que faça sentido dentro de toda essa desmedida crueldade
é preciso apostar no simples fato de acreditar que comunhando a dor, amanhecera novos tempos em que os dias serão mais simples e alegres
e que nos estejamos juntos transmitindo arte para os que amam e para os que odeiam!
Por isso comungo com voces a minha poesia gostando ou não comentem!
Certezas Magistrais
Nesse momento de certezas magistrais
é que eu preciso ainda mais do teu sorriso
é como um sonho que acabou de se realizar
e volta a sentir saudades do sonhar
é como os pássaros que aprendem a cantar
quando a fome vem os apertar
é como o sol banhando as tristezas de um dia
que por ironia já foi cúmplice de muitas alegrias
É nesse momento que eu começo a entender
que o tempo é traiçoeiro entre mim e você
É nesse momento que eu começo a aceitar
que as coisas ruins vem nos acariciar
E é assim que me abro a perceber
que a fúria com que o artista quebra a pedra
é a angustia que a transforma em obra bela
E é assim como um oleiro
que a vida ocorre o tempo inteiro
Quebrando todas aquelas pedras
pra depois transformá-las em coisas belas
E a fúria que vem angustiar
é o consolo que serve pra aliviar
E é nesse momento de certezas magistrais
que eu preciso ainda mais do teu sorriso
inebriante a refletir comigo
meu orgulho sentimento de narciso!
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