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À sorrelfa

Resolvi achar as tuas sortes

Perdi em meios confusos

Tentei encontrar acordes

Que encaixassem com os meus surtos

 

Não que seja em demasia

Toda essa minha loucura

Estou certa, você diria

Que doido assim não tem cura

 

Tudo bem, a noite passou

Eu menti, iludi, me despi

Ainda bem, o dia chegou

 

Você foi e nem sequer disse adeus

Chorou, brigou e esqueceu

Que meus pecados também foram teus !

 



- Enviado por: Drika Duarte às 20h55
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Mais uma poesia dentre tantas alimentando minha alma!


Transição

 

Eu vi quando o sentimento ausente mandou te matar

E toda aquela gente te rezou no altar,

As tuas coxas sendo cortadas

Tua alma em vão sendo incendiada

 

Vi lagrimas escorrendo na tua face

E o pintor excêntrico te fazendo como arte

Vi a tua cor sendo bandeira da alegria

E o tempo como percussor trouxe tristeza e ironia

 

Vi sua reviravolta pra poder sobreviver

E a descoberta de que a vitória, as vezes, está em perder!

Eu vi o teu cinismo reinando com mestria

Tua máscara caindo e você pedindo perdão

Por tua falsa companhia!

 

Vi o seu adeus sendo odiado

E você muito feliz por ter sido exaltado!

Eu vi quando tua festa acabou

E a solidão trazendo de volta a verdade como dor!

 

Eu vi quando você olhava o sol nascer

E a esperança nos teus olhos querendo renascer

Eu vi quando os teus desejos deixaram de ser comerciais

A vida te mostrando que você podia ser algo mais!

 

Eu vi você trocando seu sapato italiano

Por uma sandália franciscana

Eu vi você pisar no chão como se pisasse no céu

Vi você pegar a terra com a mão

Fazendo um agradecimento fiel

Eu vi você olhar o verde e fazer festa

Vi você plantando uma nova floresta!

Fazendo o revés da civilização

Acreditando no homem e concebê-lo como irmão

 

Eu vi você morrer como se morre um dia

Vi no seu rosto a beleza da tua ideologia

Vi tua alma sorrindo numa eterna alforria!

 

                                      Drika Duarte                              



- Enviado por: Drika Duarte às 17h15
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" Nossas dádivas são tão traidoras e nos fazem perder o bem que poederiamos conquistar se não fosse o medo de tentar" (william shakespeare)

..

- Enviado por: Drika Duarte às 21h29
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Nunca se pode dizer jamais!

 

Ela foi sentar no regato

E olhar livremente o rio correr

Agora ela podia sorrir

Enfim a lágrima veio consolidar a dor

Enfim a felicidade veio enfatizar o amor!

 

O horizonte despido das capas

Que outrora seus olhos viram

Agora completamente puro

Anunciava a perfeita harmonia do infinito!

- é longo!

- é longo!

- é longo!

 

Ela dizia com entusiasmo

A água correndo lembra a vida

Não se volta atrás!

O tempo entrega a verdade

Era isso que ela queria:

A sinceridade, a verdade!

Para ela nada seria útil

Se não fosse sincero,

Nada seria belo

Se não fosse verdade!

 

Não se pode romper num só sentido

Os versos anunciam que o dia

Virá nitidamente belo!

Os anjos se vangloriam

Com os cânticos de consagração

Do amor que agora foi celebrado!

 

Ao levantar-se ela saiu

Pulando as pedras que haviam no caminho!

Agora seu passado tinha ficado para trás

é a paz que sobressai

energicamente do seu sorriso!

 

Ela escreve porque os segundos

Mudam a vida

E a cada descoberta

A surpresa é atrevida

E recobre com pingos de ouro

A felicidade que só agora é percebida!

 

Sonhos por sonhos

Ela prefere os versos

Que transbordam da alma

E se compõem na palavra calma!

 



- Enviado por: Drika Duarte às 21h04
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" A poesia lavra minha alma e tudo que é prosaico dissipa-se numa rima calma"

nesse mundo louco em que os olhares trilham milhares de barreiras é preciso alimentar a alma.

é preciso sentar na beira do mar e admirar a beleza em sua forma mais bela

é preciso acompanhar irmanamente a solidão da lua

é preciso encontrar algo nessa vida que faça sentido dentro de toda essa desmedida crueldade

é preciso apostar no simples fato de acreditar que comunhando a dor, amanhecera novos tempos em que os dias serão mais simples e alegres

e que nos estejamos juntos transmitindo arte para os que amam e para os que odeiam! 

Por isso comungo com voces a minha poesia gostando ou não comentem!

Certezas Magistrais

Nesse momento de certezas magistrais

é que eu preciso ainda mais do teu sorriso

é como um sonho que acabou de se realizar

e volta a sentir saudades do sonhar

é como os pássaros que aprendem a cantar

quando a fome vem os apertar

é como o sol banhando as tristezas de um dia

que por ironia já foi cúmplice de muitas alegrias

 

É nesse momento que eu começo a entender

que o tempo é traiçoeiro entre mim e você

É nesse momento que eu começo a aceitar

que as coisas ruins vem nos acariciar

E é assim que me abro a perceber

que a fúria com que o artista quebra a pedra

é a angustia que a transforma em obra bela

E é assim como um oleiro

que a vida ocorre o tempo inteiro

Quebrando todas aquelas pedras

pra depois transformá-las em coisas belas

E a fúria que vem angustiar

é o consolo que serve pra aliviar

 

E é nesse momento de certezas magistrais

que eu preciso ainda mais do teu sorriso

inebriante a refletir comigo

meu orgulho sentimento de narciso!

 

 



- Enviado por: Drika Duarte às 13h18
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