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.: Créditos :.
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(fragmentos)
“.... que de mim me afasto tanto, e no entanto,
Esse pranto é sempre alado, ao passo que ao meu lado
Observo o grito solto que solto, e como resposta idiota
Olho nos meus olhos encharcados, não de lágrimas,
Nem de tristeza, mas de ausência. E começo a fitar-me
Com total voracidade que capacidade de compreender-me
Já foi pelos ares.
E ando eu pela cidade a procura de mim
Querendo sonhar montanhas impossíveis....
Quanto mais perto chegam mais longe elas ficam...
Esses dois lados insistem em viver divididos
Ainda anseiam por brigar com o que digo
Riem um do outro achando graça de estarem perdidos,
E desprevenidos acabam caindo no mesmo abismo.
Eu pulando de mim para cair no afastamento de mim.
... talvez tenha nesse quarto um papel rasgado que me sirva de amigo...
... ainda posso buscar na rosa um espinho para segurar-me
Enquanto houver chuva, haverá o que não se sabe
Haverá essa parte que arde na palavra ACABE...”
(Drika)
“ao acabar esse sentido poema onde vazei a minha dor suprema
Tenho os olhos em lágrimas imersos
Rola-me na cabeça o celebro oco,
Por ventura, meu Deus, estarei louco?
Daqui por diante não farei mais versos.”
(Augusto dos Anjos)
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